Hoje vamos falar sobre ti.

Hoje vamos falar sobre ti. Sim, estou a falar contigo.
Já pensaste naquilo que tu vales?

Antes de mais, aviso-te de que este não é (mais) um artigo motivacional, daqueles cheios de adjetivos pomposos. É um artigo real, que pretende passar-te apenas uma mensagem: TU vales mais do que aquilo que imaginas!

Estive recentemente envolvido num projeto de educação (para o empreendedorismo), que me permitiu trabalhar com alunos de algumas escolas do secundário, competências como a empatia, o trabalho em equipa, a motivação e o respeito.

Como é habitual na primeira sessão, fui pedindo aos alunos que falassem um pouco sobre os seus gostos, ambições e objetivos (de vida) – o primeiro impacto foi completamente inesperado. Ao fim de 15 minutos, constatei que grande parte dos alunos que tinha à minha frente estavam completamente desmotivados perante aquilo que o futuro lhes reservava.  Não falaram em sonhos, nem mostravam ter ambições pessoais ou profissionais.

A única interrogação que me ocorreu naquele momento foi: porquê?

Em primeiro lugar pensei: se calhar não gostam do curso que estão a frequentar. Mas, e se assim for? Atualmente o curso (percurso académico) não deve limitar o percurso profissional, até porque, o mais certo é terem a possibilidade de vivenciar várias profissões diferentes e esse é um trajeto de aprendizagem que pode ser levado de uma forma bastante positiva.

Alguns estudos apontam que o sentimento de “incerteza do futuro” é uma das características da chamada ‘geração Z’ – geração na qual se enquadravam aqueles alunos (nascidos entre 1990 e 2010). Mas após mais alguns minutos de conversa, percebi que, naquele caso, a principal causa da desmotivação assentava em dois pontos essenciais: por um lado, aqueles alunos tinham uma auto estima muito baixa. Por outro lado, nenhum daqueles alunos tinha noção daquilo que vale (nem do seu potencial).
Naquele momento e naquela sala de aula, veio-me à cabeça a célebre afirmação de Freud: “Podemos defender-nos de um ataque, mas somos indefesos a um elogio” – afinal, há quanto tempo aqueles alunos não recebiam um elogio verdadeiro?

Duas ideias finais para refletires antes de finalizar o artigo:

– é preciso elogiar (sem banalizar). Um elogio verdadeiro faz crescer, alimenta o ego, eleva a moral. Já elogiaste alguém hoje?

– mesmo que estejas num curso que não gostas, mesmo que estejas à procura de emprego, mesmo que a manhã te tenha corrido mal, mesmo que alguém te tenha irritado no trânsito, Aqui fica o meu elogio: TU vales muito!

 

Rui Pinheiro | Blogger “O empreendedor bracarense”

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