Em que oceano queres navegar

Em que oceano queres navegar?

Escrevi há tempos sobre a teoria do oceano azul, muito bem retratada por W. Chan Kim e de Reneé Mauborgne no livro “A estratégia do oceano azul” e esse será o tema que servirá de inspiração às próximas linhas.

A concorrência é muita e cada vez maior, por muito que um empreendedor se esforce dificilmente vai conseguir criar um produto numa área onde não exista um único concorrente. Num mundo cada vez mais competitivo, interessa sobretudo perceber como tornar a concorrência irrelevante e ganhar/criar mais mercado.

Se nos debruçarmos na teoria dos ‘oceanos’, percebemos bem que esta é uma metáfora que caracteriza bastante bem a relação empresa/produto/proposta de valor/mercado. Por um lado, temos aquilo que na linguagem de gestão se designa por oceano vermelho – atribuído a um tipo de mercado considerado ‘saturado’, onde as empresas, por analogia aos ‘tubarões’, vivem num ambiente de competição cerrada/concorrência – tentando superar os rivais/concorrentes de forma a obterem a maior quota de peixe/mercado dentro da procura existente.

Por outro lado, quando uma empresa desenvolve um produto totalmente disruptivo e inovador, associamos ao oceano azul. O oceano azul é um mercado sem ‘tubarões’, onde as empresas navegam por espaços (de mercado) considerados inexplorados. Ora, se aqui existe o factor positivo de não haver concorrência, também existe o risco de o crescimento ser inesperado e por isso poder ser menos lucrativo do que o que se planeou.

Conhecem o Cirque du Soleil? É considerado um dos melhores exemplos de transformação, da passagem de um ‘oceano vermelho’ para um ‘oceano azul’. O Cirque du Soleil conseguiu penetrar no mercado, porque procurou aspetos que o público valorizaria e que os circos considerados ‘convencionais’ não ofereciam. Assim, percebeu que aspetos como música e dança artísticas, histórias, temas e até o conforto dos espectadores (cadeiras confortáveis) seriam pontos onde valeria a pena apostar. No fundo, mudou a proposta de valor oferecida pelos circos “convencionais”.
Mas sobre propostas de valor falaremos num próximo artigo…

 

 

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Rui Pinheiro | Blogger “O empreendedor bracarense”

 

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